NO ESCURINHO DO... Publicado no caderno Vida & Arte , sábado passado. Num genuíno cinema pornô, pouca gente se importa se as pessoas ficam andando pra lá e pra cá enquanto atores e atrizes, mesmo sem falas, se esbaldam na tela. Durante as sessões, que quase não se distinguem umas das outras, o frenesi, encoberto apenas parcialmente pela escuridão, é responsável por viscoso zunzunzum. Dele saltitam nacos de frases, tais como a ingênua “Fica aqui, gostosão”, a romântica “Quero você metido em mim” e a pornográfica “Grande lapa de macho”. Há outras mais ou menos lúbricas cuja transcrição exigiria aqui dar com marteladas na pudicícia do leitor. Não farei isso. Pelo menos é assim no Cine Majestick, no Eros, no Erótico, no Extase (escrito sem chapeuzinho mesmo), no Love House Night e no Secret , todos bastante próximos uns dos outros. O Majestick fica na rua Major Facundo, Centro, e os demais integram uma rede de seis estabelecimentos nanicos que se irmanam sob a alcunha popular de “...