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Mostrando postagens de fevereiro 1, 2009

STREETBOY

Desde o início da manhã os meninos correm na rua. No começo, estavam roxos. Agora, acho que desapareceram. Queria sair na rua e tomar banho. Ótimo. Que grande idéia. Vou até o quintal molhar os pés. Ouço os gritos dos meninos. Um carro para e enche tudo de funk. Uma batida repetida, uma onda sincopada, uma sonoridade sem pé nem cabeça. Não gosto de funk. Os meninos adoram. A festa fica melhor porque tem música e banho de chuva. E a água está garantida até as 10 da noite, dizem.

ENQUANTO A CERVEJA NÃO VEM

O poeta subiu ao palco sem estardalhaço. Depois, aprontou. Arrotou alto, correu, esperneou, gritou, cuspiu no casal que estava no frontstage . O poeta arrasou. Sua performance foi perfeita. Uma musicalidade, uma atitude endiabrada. Cabelos assanhados, blusa amassada, calça rasgada, tênis sem cadarços. O poeta sempre arrasa. Gostei principalmente da parte em que ele grita. Ele olha, mira o papel que tem em mãos, olha novamente a platéia, que se esquiva intuitivamente com medo dos cuspes. Mas ele não cospe. Recusa-se a fazer o que se espera dele. Não cospe. Ele grita. Um urro que varre todo o auditório, que ecoa por todo o centro cultural e chega até a esquina onde ficam as putas à espera dos gringos. O poeta sabe que o momento é mágico, sua consciência projeta-se com alguma dificuldade mas inteiramente dona de si através das caras e caretas. Dos esgares, dos vômitos, dos sustos, dos vários corpos embriagados que lotam o teatro do centro cultural naquele final de sábado. Seu golpe é cert

Para azia e má digestão, beba RAKUMIN