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Mostrando postagens de fevereiro 1, 2020

Bolsonaro e o casamento

A metáfora do casamento é recorrente na fala de Jair Bolsonaro assim como a do futebol era na de Lula. Ambos buscam a mesma aplicação da palavra, ou seja, simplificar a comunicação, aproximando-se do eleitorado e rebaixando a mensagem a categorias de fácil assimilação, ainda que sob o risco de falsear a realidade. Bolsonaro “matrimonializou” a política, agora convertida em espaço das mesmas vicissitudes a que estão sujeitas as relações amorosas: altos e baixos, DRs, traições, ímpetos e rompimentos – sua gramática é afetiva, restrita ao enlace entre duas pessoas, e seu universo é o do privado e da alcova. Assim, o presidente anuncia noivado com uma candidata a secretária, que estuda se quer ou não o engate oficial. Por enquanto, divertem-se os dois, estão apenas namorando. A cafonice não para por aí. Há também os estremecimentos e solavancos típicos de qualquer casamento, garante o presidente, que transformou esse léxico em principal marca do governo, a ponto de a comunicação o