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Mostrando postagens de julho 9, 2012

A Granta, os ungidos e o futuro a deus pertence

Falta pouco para terminar a leitura da Granta, a polêmica edição que reúne jovens escritores brasileiros nascidos a partir de 1972 e lançada há quatro dias em Paraty pela Alfaguara. O que tenho a dizer: tenho sono, na verdade. Igrejinha? As mesmas caras de sempre? Panelinha? Pode ser, pode ser. Sem dúvida há esse modus operandi levemente enviesado na forma como foram selecionados os autores, mas, puxa vida, é a escolha da revista, da editora, e não um edital público ou uma prova para ingresso na universidade. Disseram que os nomes que constam da lista irão estabelecer os contornos da nova literatura brasileira nos próximos anos? Bom, não leve isso tão a sério. Qualquer previsão terá sempre esse caráter precário. E, no mais das vezes, há espaço para azarões. Nesse ínterim, aproveite o tempo para: escrever mais. O resto é bobagem. Toda rejeição é, no fundo, um baita energético. Sobre a Granta, que, a propósito, não tem me empolgado tanto assim, exceto por um conto: N aturez

A aventura do conhecimento segundo o 'artista cearense'

Acima, flagrante do Artista Cearense em momento profundamente reflexivo. Há poucas novidades. Os dias de festa revelaram-se novamente: rápidos. Chegamos, voltamos. Viajamos à noite, regressamos ao dia. Fez sol, choveu fino, amanheceu nublado, a madrugada o teste de fogo para casacos e botas de cano longo, os cachorros e mendigos enrodilhados sob as marquises de lojas como a Raçça & Garra (moda íntima) e Sorveterapia enquanto nós, o público, desfilávamos a embriaguez adquirida mediante cartão (crédito ou débito). Mas não se trata de cuspir no prato que comeu. Tirando o lado ruim, sobre o qual posso falar depois, foi tudo lindo, especial, verdadeiro e irretocável. Uma pena. Levei comigo um caderninho de anotações que voltou imaculado. Uma única linha rabiscada, um único verbo esboçado, uma única preposição arregimentada. Nada. Embora tenha, nesses cinco dias de micareta do intelecto, formulado teorias curiosíssimas. Turbinados pela bebida, embalados no sentimento que provoc