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Mostrando postagens de junho 22, 2016

De frente pro mar

Não saber por onde começar é um bom começo apenas quando a gente encara isso com humor. Estou perdido, podemos dizer, e essa perdição não significa abismo nem fim da linha, tampouco desespero. É mais como uma mudança. Estou aqui, finalmente, e de agora em diante é um pouco como quando a gente coloca os pés pela primeira vez numa sala de aula e se surpreende tentando adivinhar a historinha por trás de cada rosto. E cada rosto é uma interrogação até o momento em que o conhecemos. Como aquele homem parado na frente das pedras na Praia de Iracema. Segurava um conjunto de fotos que ia retirando de um pacote, um desses envelopes pardos que usamos para guardar xerox de boletins e certidões de nascimento que depois esquecemos em gavetas. Estava sozinho, era dia e fazia esse sol brabo que é quase uma segunda natureza. Vestia calça jeans e camisa de mangas. Tinha recebido o pacote de outro homem, que o entregou e foi embora num trote tranquilo de quem cumpriu uma missão e agora volta pra c