O que faz um homem invisível? Num fim de sábado, nos feriados, na semana que antecede às férias, o que faz um homem cuja sombra cobre o corpo inteiro, dos pés à cabeça, um homem que tem os poros dilatados, os cílios vendados e os ouvidos embotados, um homem que sequer pode dizer abertamente todos os dias que vai até a esquina fumar porque lá é mais livre? O que pode esse homem? O que não pode? Mais importante: por que não pode? Nada. Esse homem não pode nada. Ele é aturdido. Por algum motivo, ele é... A pessoa deprimida que D. F. Wallace desenhou em Breves entrevistas com homens hediondos. Ele é hediondo, um itinerário intrigante de pequenas agonias que se avolumam à medida que outras pessoas se aproximam ou se afastam, aproximam ou afastam, aproximam ou afastam sem perceber que deixaram para trás um rastro de odores sentidos do outro lado da galáxia. Não é medo, ódio, pavor. Não é nada. Apenas uma constante inadequação de pés e braços. Um incômodo subjacente, latente, fremente. Vem e ...