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QUEM FAZ O QUÊ EM "ENTREVISTAS CANASTRONAS"

Para variar, não dei o crédito, mas as ilustrações como dito anteriormente são de Y. Estão fodidamente boas. Ele demorou muito para entregar. Mesmo não cobrando nada por elas, foi cobrado sistematicamente ao longo da semana. E, agora, ei-las: traços marcantes, dissonantes, delirantes. Gostem ou não.

ENTREVISTAS CANASTRONAS II

Maria não requer apresentações nem textos engraçadinhos. Sem mais delongas, Maria Mari Mariana. A Marques. Mas, se ainda assim insistirem, aqui vai uma amostra: ela tem 28 anos. Escreveu Transatlântico , um livro bem fininho que atravessa o espaço por qualquer brecha. Só sei isso. Oskar - Voar ou ser invisível? Justifique sua resposta. Maria - Em setembro, ser invisível. Justifico minha resposta com a invisibilidade. Em janeiro, voar. Quando começarem a aportar no Mucuripe os Transatlânticos de vários andares, compartimentos, tripulação numerosa, posso desistir da corrida e ir voando pra dentro de um deles? Então voar em janeiro. Em janeiro: voar. Mas voar invisível deve ser ainda mais legal. Oskar - Na internet, procuro... Maria - Velocidade. Mas nem sempre preciso de velocidade. Por isso jamais abandonarei o correio e sou uma missivista compulsiva, assim como aquele nosso amigo da avenca partindo. Oskar - O que aprendeu com o sumiço do Belchior e a ressurreição de Vanusa? Maria ...

A triste porém verdadeira história do soldado

Andorinha, Andorinha. Se me diz, se me diz sem dúvida alguma expressa nos olhos não haver rumor algum de chance, não haver dinheiro nem mesmo paciência, eu te digo puramente formal, formalmente relaxado, digo sem medo das brigas infantis que agora mesmo parecem salpicar aquela história tão curta que tua avó sempre sempre contava, você ainda lembra? Ela dizia do jovem casal que se queria mais que tudo. Até que ele morreu na guerra – que guerra? – e ela logo depois de tanta tristeza, tanta que ela, a jovem senhora morena ou branca mas de cabelos definitivamente castanhos ondulados, a jovem senhora sequer podia agüentar-se quando de manhã o galo cantava solitário. Sendo assim, Andorinha, te digo fartamente agora, antes que morra, antes que parta: te quero perto. Bem perto. Te quero confundida em mim.

Que fazer com esse dinheiro?

Somem os valores de cada prêmio e me ajudem a calcular. Duzentos do São Paulo, cem do Portugal Telecom. E agora mais cem de Passo Fundo. Fora os prêmios da Bravo! e da APCA. Acho que nunca na história deste País alguém ganhou tanto dinheiro com um único livro. E não estamos falando das vendas, mas apenas do bolo que ganhou nos prêmios a que concorreu. E se, a essa altura, alguém ainda não leu O filho eterno ... Paciência. É porque no Brasil escritor não vai conseguir ser pop nunca.