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Ora, ora...

Querendo, é só passar aqui e ler. Vamos indo, vamos indo.

O que será que será?

Aqui , fim da quinta temporada. Meu Deus, que será dos fãs de Lost ?

A flor...

Flores precisam de água. Precisam de regadores, mas principalmente de água, que pode estar ou não em algum recipiente fabricado industrial ou artesanalmente. Pode vir do céu, por exemplo. Pode vir da boca, das mãos, do ventre. Pode mesmo? Sim. É melhor quando vem do céu. As flores gostam mesmo de ser banhadas por água da chuva. Você gosta? Adoro. Qualquer dia nos banhamos na varanda. Apanhamos o sereno da madrugada e a chuva da tarde. No domingo, acordamos tarde e, se estiver chovendo, despimos os jarros e deixamos a flor à mostra. Enchemos nossos reservatórios: você, sua flor. Eu, o regador. Combinado? Sim. Sério? Não vejo a hora. Está bem. Até lá, nos viramos de outras maneiras. De todas as maneiras. Nos viramos e nos reviramos. Nos banhamos um no outro. Um no outro. Gosto de pensar nisso. Eu mais que você. Pode ser. Mas também pode não ser. Pode. Sim, pode. Sempre pode. Espero que você entenda uma coisa: a partir de agora, tudo é possível. Tudo. Mesmo? Mesmo.

E agora?

Oi, moça. Oi. Tudo bem? Tudo. Bem mesmo? Bem mesmo. Comeu hoje? Sim. Muito? Sim. Foi bom? De mais. Quer mais? Sempre. Hoje? Claro. E depois? Eu disse sempre. E agora? Agora já foi...

NEWS, News, news.

Uma semana depois... Ainda por aqui, vivendo entre os vivos. Em breve, notícias das últimas romarias noite adentro. Notícias das idas e vindas cardíacas. Das últimas expedições aos cômodos esquecidos nas pontas dos dedos. Em breve, notícias simplesmente.

A banana é vitamina que engorda e faz crescer

Queria dizer que ontem havia quatro bananas na minha mesa e que quem as roubou tem os dias contados...   Contados em bananas?   Contados, apenas.   De modo que...   De modo que, cedo ou tarde, manhã ou noite, aqui ou ali, agora ou depois, trágica ou ordinariamente, vai ter os dedos das mãos e dos pés e as pontinhas miúdas das orelhas levemente perfurados por alfinetes finíssimos.   Caras de espanto na sala, que está sempre abarrotada de frutas – mangas, abacates, laranjas, tangerinas – e computadores.   E não me olhem assim, certo? Sou uma moça educada.   Que come bananas...   Sim...   E toma suco de laranja em inferninhos da cidade.   Pode ser...   E pula, saracoteia o dia inteiro e, nas horas vagas, anda e fala consigo mesma ou dança sozinha em casa, na sala, a música solta, ninguém por perto, apenas ela e os cabelos voando sempre para o alto como se ela tivesse de repente encostado as pontas dos dedos na tomada e levado um choque.  . Sim...

SAME THING, SOMETHING

O que há?   Há...   O que é?   É...   Sabe explicar?   Talvez...   Tente, se esforce...   Tento.   Mas...   Mas o quê?   Não consegue?   Sim... Não...   Não?   Sim... Não consigo. Não, eu consigo. Varia.   De lugar?   De pessoa também.   E dói?   Quase sempre.   Já foi ao médico?   Ele disse “Pare de ouvir tanto a mesma música”.   Curiosamente, a Mariana falou a mesma coisa na semana passada. “Tu passa o dia inteiro ouvindo a mesma música.” Fingi que não era comigo.   Mas era.   É.   Sempre é com a gente.   Quase sempre.   E sempre arranca pedaços.   Invariavelmente.   Quase nunca é apenas superfície.   Quase.