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Lições de um BBB (fim)

 

No mais, é sintomático que, num momento em que o Brasil agonize em meio à pandemia e Bolsonaro reúna forças para se manter no posto em 2022, o grosso dos problemas de certo campo político seja essa crise da autoimagem e as dificuldades de entendimento entre pessoas cujas posições políticas se aproximam e até coincidem, como parece ser o caso da maior parte dos participantes desta edição do BBB.

Vejam, 99% dos desentendimentos e dos comportamentos mais reprováveis dentro da casa não se deram em torno de indivíduos que se situam em espectros ideológicos diferentes, como acreditávamos que aconteceria com a entrada de tantos militantes e agroboys dividindo o mesmo metro quadrado. Mas entre pessoas que, ao menos em tese, estão do mesmo lado.

O problema é maior, mais fundo, mais grave, e impõe uma engenharia mais complexa que não vejo se realizar em tão curto prazo, a tempo de se viabilizar como plataforma para 2022.

Não descarto, porém, a possibilidade de que esteja apenas exagerando e que nada do que escrevi faça sentido no médio prazo. Torço por isso.

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