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Três números



E talvez assim jamais passasse de quatro, cinco, nada além do proto, sequer ensaio, que requer certa noção de direção, uma suspeita de caminho, por leve que seja. Sequer isso.

Dois, quando muito, forçando a barra, o ideal seria um mesmo e pronto, está acabada a obra, finalizada, basta que se lhe dê o tempo necessário para que... sei lá. Aconteça. Toda obra precisa de tempo pra acontecer. Talvez a dele exija todo o tempo do mundo, sendo a própria obra o transcurso desse tempo, apenas isso, o tempo escorrendo e a obra se desdobrando como uma toalha na mesa ou as cartas de um baralho.

No máximo três, condescendeu, três e se não fala mais nisso, três é um bom número afinal de contas. De três não passaremos, e no três estacionamos por cerca de sete anos ou menos ou mais, mas dentro do três, convém dizer, havia uma infinidade de números. Cabia o mundo.

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