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Rosa dos ventos

Dois homens chegaram muito cedo e começaram a limpar o terreno.

Trouxeram ferramentas comuns e deram início à higiene da área, uma extensão cheia de garrafas de vidro e plantas e embalagens de produtos e animais mortos, cachorros, gatos e até um feto, foi o que disse o mais baixo deles e também o mais falante, um homenzinho marrom queimado que fuma bastante.

O mesmo que me pediu um cigarro logo que pus os pés no corredor.

Ele disse tem um cigarro aí, por favor? Respondi tenho e fui pegar um cigarro pro cara.  

Aos poucos cobriram a parte norte, depois a sul, mas logo descubro que nunca aprendi exatamente onde ficam norte e sul, leste e oeste.

O norte da cidade, por exemplo, onde fica? E o sul?

Sem contar as regiões que não são nem uma coisa nem outra, como o sudeste, nordeste, noroeste etc., que, por natureza, encontram-se em algum ponto indeterminado.  

A rosa dos ventos é incompreensível.

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