
É fato.
Sou movida por paixão, café e amigos.
Tenho saudade constante da Paulinha, por exemplo, que viajou pra Europa no final do ano passado e quer ficar de vez, pode? Era um ano, agora planejar ficar dois, mas, enfim, é Paris e com Paris não se discute.
Não tenho pressa, alguém disse, afinal: o caminho faz-se caminhando, um poeta chileno.
Sou que nem a flor do Drummond, vou abrindo brechas no asfalto, furando o tédio, o ódio, o nojo, não é assim?
Todo poeta é sábio, louco, amante, apaixonado, suicida. Adoro os poetas.
Meu pai lia muita poesia, minha mãe preferia prosa, era apaixonada por Clarice, eu tenho minhas predileções, Ana Cristina César, Ferreira Gullar, Hilda Hilst, Carpinejar.
É esse sol imenso que me aquece diariamente, não se ofusca nem se oblitera.
Fortaleza é arriscada, é triste, alegre, amo e odeio em porções iguais, saio, quero ficar longe o máximo que puder, a saudade bate e volto correndo, mas é só chegar que dá vontade de ir embora novamente.
Além da paixão, da poesia, do sol, das viagens, dos amigos, da música, do bom vinho? A rotina também me interessa, não a rotina de estar todo dia no mesmo lugar, falo da possibilidade de estruturar um núcleo que garanta sossego, paz, um retorno tranquilo à casa.
Uma metáfora que me define? O mar, né? O mar, sempre.
Sereno, profundo, estável, carrega essa energia imensa contida nas ondas que ainda não quebraram, nas ondas que repousam a quilômetros da costa, a potência adormecida, quieta, soberana.
O que acho de ti? Não sei direito, falta luz, falta afeto, falta conexão com as pessoas, com a cidade, com os espaços, porém há muita bondade e um rigor claudicante que implora cuidado, eu diria, enxergo além da fachada e o que vejo é fragilidade, amor, insegurança.
Pode frescar, é verdade. Um segundo. Olha, curtiu a foto? Botei no perfil do Face. É linda, plena, robusta.
Preciso ir. Beijo, te cuida.
E foi pra casa tuitar alguma pérola de sabedoria, curtir e ser curtida.
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