
Deitada, era como se repusesse sistemas planetários, interferisse em órbitas até então estáveis, pelo menos era assim que imaginava o conjunto de esferas gasosas gravitando em torno umas das outras, curvas pré-estabelecidas, raios definidos, elíptica concepção do espaço.
De tempos em tempos um astro fantasma rasgaria o vazio, o luxo do vazio entre os globos, produzindo um rastro de luminosidade, poeira e passado.
A água cobria-lhe parte do corpo, outra parte ficava à mostra, recebendo diretamente a brisa que entrava pela basculante.
Logo ela chegaria, os problemas também, talvez estivesse pronta para tudo novamente.
Duvidava, os bicos dos peitos seu derradeiro contato com todo o resto, o elo precário.
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