
Tem dias assim: você acorda, acorda, e, de repente, parece ligado, mas você não mudou ou bebeu ou injetou qualquer coisa. Você está ali, limpo, e elétrico, e azul, e fosforescente, e destinado a fazer coisas realmente grandes numa quarta-feira de julho, um dia realmente pequeno, sem grandes atrativos exceto o futebol às 21 horas, e, de modo geral, é nessas horas, nessas horas impróprias, que você pensa, pensa, mas o que aconteceu?, e, sem esperar resposta, sem esperar, você mesmo devolve a si: eu comi estrelas no café da manhã.
É o diagnóstico.
É o diagnóstico.
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