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Meu nome não importa


Meu nome é Vanessa...

Vanessa: você tem opções, sim. Pode ou não pode.

As duas coisas?

As duas.

Escolho não poder. E poder de vez em quando.

Mas não pode. Escolha uma. Apenas uma. Sim?

Sim. Posso. Quero poder.

Você pode e não pode escolher.

Posso escolher entre poder e não poder. Gosto de paradoxos.

Não se trata de um. Trata-se de dois.

Dois?

Sim. Obviamente.

Você me diz?

Absolutamente. Você vai ter de ver tudo sozinha. Não moverei um único dedo.

Gosto da ênfase na maldade. Do acento cínico.

Não se trata de cinismo, mas de bem-querer.

Bem-querer?

Sim. Você não entendeu ainda, mas parte do bom funcionamento do sistema depende unicamente da sua disponibilidade, do seu cultivo rigoroso. Do contrário, tudo falha.

Não entendo.

Entenda agora: sem você, nossa planta morre.

E ela vem morrendo?

Não. Ainda não. Mas, à sombra da negligência, toda planta morre.

Talvez tenha entendido. Talvez não. Nas duas situações, posso tentar melhorar. Mas, se não conseguir...


O tempo dirá. De antemão, aviso: temos o poder de morte e de vida. Lembre-se.

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