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Curiosity II

A natureza da sonda, de qualquer sonda, espacial, gástrica, genética, de perfuração, não é tão diferente da nossa, projetada para coletar informações em ambiente estranho, por vezes adverso, resultado de anos de trabalho de grupo esmerado de cientistas, fruto de altos investimentos dos governos, símbolo de poderio que remonta à guerra fria, o que faz a sonda sonsa?, perde-se nos detalhes, dedica mais tempo às miudezas que à procura por formas de vida, no solo marciano por exemplo a Curiosity não uma nem duas, mas três vezes fotografou-se à beira de alguma depressão, penhasco, as fotos chamam a atenção muito mais pela beleza que pelo valor científico, à Curiosity curiosamente interessam bem mais os acidentes geográficos, a extensão das ruínas naturais, a profundidade dos cânions, sobre outro qualquer assunto de interesse coletivo, como a possibilidade de haver alguma reserva de água potável no planetinha, ainda não emitiu nenhum parecer a sonda Curiosity, fato que na comunidade científica internacional tem gerado algum desconforto e nas redes sociais, parco murmúrio de leigos como eu.

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Trocas e trocas

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“Romerobritização” de Fortaleza

  Foi apenas quando li o anúncio prometendo uma “Aldeota no Eusébio” que me dei conta dessa “romerobritização” de Fortaleza, ou seja, a paulatina substituição de seus signos mais antigos (nem sempre bonitos, mas históricos) por uma estética não apenas nova, mas cafona e estridente, facilmente replicada em qualquer lugar. Uma metrópole feita por IA, com padrões copiados aqui e ali, espigões e requalificações, prédios espichados e um centro urbano ao Deus dará. Enfim, um aterro visual que impõe à cidade o apagamento de seu tecido e a rasura de seus marcos, mas sobre isso tenho falado tanto que me dá certa gastura. Um exemplo é a ponte velha, agora convertida em problema para o qual é preciso encontrar uma solução rapidamente, antes que algum enxerido sugira conservar o espaço, dando-lhe melhor uso, ou, o que é pior, ouvir as comunidades do entorno. E a resposta naturalmente é derrubá-la, já que não se pode atirá-la no mato, como seria do feitio do nativo urbano com ares de cosmopolit...

Coisa de pobre

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