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Super Mouse vs. Super Homem


Texto redigido após idas e vindas.

Peço alguma licença para ser piegas embora ser piegas em alguma medida seja algo relativamente saudável e até estimulante do ponto de vista social, visto que as pessoas, falo As Pessoas e não uma ou outra pessoa, talvez encarem com bons olhos a exposição gratuita da fragilidade de seu dessemelhante, e disso não resulta nem mesmo uma nesga de surpresa, qualquer ser humano razoavelmente dotado de sensibilidade sabe que, na maior parte do tempo, a maldade governa as atitudes mais do que qualquer outra coisa.

Um esclarecimento: ainda não estou sendo piegas.

Estarei agora ao falar que o bicho homem tem suas predileções, fantasias, gostos, taras, tem também seus idílios, sonhos que se repetem, temas, motivos, sonhar dirigindo é um deles, matando calangos é outro, sonhar beijando a namorada da quinta série é apenas uma variação de matar calangos? Não me perguntem, interpretar sonhos é uma atividade absolutamente complexa cuja premissa ou talvez pré-requisito tenha sido desejar a própria mãe.

Tergiverso.

STAND BY ME. Oh, finalmente. O piegas cabe aqui, unicamente. Chorar, chorar. Rir, rir. Ouvir, ouvir.

Menino de 31,7 anos emociona-se pra cacete toda vez que assiste Conta comigo (título do filme por aqui). É uma mania tola essa de quase verter uma corrente finíssima de lágrima diante da historinha boba de quatro garotos que deixam suas casas, sua cidade, sua família e amigos para encontrar o corpo de outro garotinho, morto depois de ser atropelado por um trem. Eles seguem os trilhos até dar de cara com o corpo do menino morto.

Fim da história. Fim da peripécia. Fim da infância, começo da vida adulta. A gente não recomenda nada, a gente não tem certeza, mas é basicamente assim: puxa vida.

E me perdoem se nada mais fizer sentido. Não faz pra mim também.

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