Da “verba volant” de Michel Temer (MDB) ao Brasil com z de Flávio Bolsonaro (PL), mais de uma década se passou, mas o golpismo segue o mesmo. Mudou apenas o estilo, deixando de lado os maneirismos do então vice-presidente, poeta bissexto às voltas naquele 2015 com queixumes e outras mumunhas. Logo no primeiro parágrafo da sua missiva, o emedebista cravou, sem volteios: “Verba volant, scripta manent” – as palavras voam, mas o escrito fica. No caso de Flávio, quem voou foi ele mesmo, o candidato, certo de que suas palavras àquela altura valiam muito pouco e que nada do que fizesse ficaria. Horas depois, e já em terras estrangeiras após périplo contornando o mapa do país natal de jatinho cuja propriedade é duvidosa, o senador dirigiu-se ao “povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Como um revolucionário de Roblox ou tribuno de hospício, autoproclamou-se então liderança de toda a nação, ungido por si e por Paulo Figueiredo, neto d...
HENRIQUE ARAÚJO (https://tinyletter.com/Oskarsays)