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Curiosity III



A natureza da sonda aproxima-a cada dia mais da natureza humana, entendendo que ambas constituem organismos diferentes, diferenciados segundo as leis da física e conforme os ritos sociais, e considerando que mesmo as formações distintas guardam íntima relação entre si, intrínsecas, as sondas, sobretudo as espaciais, mas também as de outra espécie, definem-se por curiosidade, atenção agudizada ao extremo, alta capacidade cognitiva, densidade analítica, processamento rápido de estímulos variados, frieza de cálculo, armadura ósseo-metálica adequada a suportar vasta pressão etc., trata-se, como visto aqui em outras ocasiões, de sujeito especial, cuja finalidade derradeira é nobre, sim, mas igualmente vã. Assim nos aproximamos enormemente das sondas, sobretudo das espaciais, que até o fim do ano terão se convertido irreversivelmente nas mais vaidosas entre todas as sondas, esperemos para ver, de qualquer maneira é uma felicidade que mesmo os mecanismos inanimados encontrem, numa terra que tem se mostrado inóspita, alguma medida de felicidade, é o que pedimos a nossos alunos nas escolas de astronomia, mirem-se no exemplo de Romário, Marcelo Freixo, Lady Gaga, Assange, Mozart, Bill Gates, Zuckerberg?, descartem-nos todos sem pestanejar, mirem-se na exemplar humanidade das sondas espaciais, com destaque para a Curiosity. 

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“Romerobritização” de Fortaleza

  Foi apenas quando li o anúncio prometendo uma “Aldeota no Eusébio” que me dei conta dessa “romerobritização” de Fortaleza, ou seja, a paulatina substituição de seus signos mais antigos (nem sempre bonitos, mas históricos) por uma estética não apenas nova, mas cafona e estridente, facilmente replicada em qualquer lugar. Uma metrópole feita por IA, com padrões copiados aqui e ali, espigões e requalificações, prédios espichados e um centro urbano ao Deus dará. Enfim, um aterro visual que impõe à cidade o apagamento de seu tecido e a rasura de seus marcos, mas sobre isso tenho falado tanto que me dá certa gastura. Um exemplo é a ponte velha, agora convertida em problema para o qual é preciso encontrar uma solução rapidamente, antes que algum enxerido sugira conservar o espaço, dando-lhe melhor uso, ou, o que é pior, ouvir as comunidades do entorno. E a resposta naturalmente é derrubá-la, já que não se pode atirá-la no mato, como seria do feitio do nativo urbano com ares de cosmopolit...

Coisa de pobre

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Brasil para colorir

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