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Uma charada

Falaram sobre o que ainda podia significar a figura de um triângulo. Nada. Tanto tempo tinha passado. Nada é como antes.  

Nem mesmo o tempo. Antes, dilatado, comprido. Hoje, preenchido, como se guardado com um carro e manobrado por outra pessoa. Falaram sobre o tempo, mas o tempo também não admitia tanta controvérsia. É o que é. Assim desvencilhava-se de qualquer assunto que julgasse entediante.

É o que é. Quase uma charada. Uma tentativa de adivinhar o que aconteceria se de fato acontecesse.

Como o enigma de Marguerite Duras. Escrevo sobre o que escreveria se de fato escrevesse.

Que quer dizer o seguinte: apenas possibilidades. Leituras. Versões. Nunca os fatos. Nunca o tempo feito, concreto, completo. Apenas rastro.