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E se?

E se as manifestações de domingo bombarem? E se nova fase da Lava Jato explodir o governo?

Difícil prever, tanto adesão no domingo, se massiva ou nanica, quanto o futuro da investigação.

Sobre domingo: talvez nem tão grande quanto a manifestação de março nem tão pequena quanto a de abril. Apenas o suficiente pra manter o governo alerta.

Mas, e se bombar? Muda alguma coisa?

Mais pressão no Congresso, sobretudo na Câmara, que teria de esperar parecer do TCU pra tentar a única cartada em mãos: impedimento.

Mas aí veio o STF e decidiu que a responsabilidade por essa cartada será dividida entre Câmara e Senado e que não caberá a Cunha liderar o processo, mas a Renan.

Como disse um: ter amigos fortes no STF é tudo.

Um palpite: o timing do impeachment passou. Agora, só com fartura de provas de envolvimento direto da presidente com algum trambique. Sem isso, baseado apenas em domínio do fato, nada feito.

Os negócios estão prejudicados e há muita volatilidade. O Brasil precisa trabalhar e as empresas, faturar. Clima ruim pros negócios, clima ruim pra política.

Resumindo: o tamanho da manifestação talvez não altere tanto o quadro geral. Vai produzir manchetes, sim, e virar assunto na segunda e terça. Depois, não sei.

Mas isso é palpite. A esta altura, ninguém no Brasil está autorizado a fazer previsões para além de dois dias.

O fator Lava Jato é implacável.

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