É acusada de matar a filha de sete anos e de estuprar a mais nova, uma dupla violência cometida a menos de uma semana do dia das mães, a vizinhança arrogou-se a tarefa de apedrejá-la, não fosse a família abrigá-la por algum tempo, a jovem tem 23 anos, chama-se Zacla, um nome incomum, só agora percebo, eis que a ainda muito jovem Zacla deixou a casa dos parentes e, fugitiva da vista alheia, meteu-se furtivamente em um quarto de motel, lá, conta a polícia, foi presa, não ofereceu resistência, mas riu a valer enquanto o delegado tomava-lhe o depoimento.
Foi apenas quando li o anúncio prometendo uma “Aldeota no Eusébio” que me dei conta dessa “romerobritização” de Fortaleza, ou seja, a paulatina substituição de seus signos mais antigos (nem sempre bonitos, mas históricos) por uma estética não apenas nova, mas cafona e estridente, facilmente replicada em qualquer lugar. Uma metrópole feita por IA, com padrões copiados aqui e ali, espigões e requalificações, prédios espichados e um centro urbano ao Deus dará. Enfim, um aterro visual que impõe à cidade o apagamento de seu tecido e a rasura de seus marcos, mas sobre isso tenho falado tanto que me dá certa gastura. Um exemplo é a ponte velha, agora convertida em problema para o qual é preciso encontrar uma solução rapidamente, antes que algum enxerido sugira conservar o espaço, dando-lhe melhor uso, ou, o que é pior, ouvir as comunidades do entorno. E a resposta naturalmente é derrubá-la, já que não se pode atirá-la no mato, como seria do feitio do nativo urbano com ares de cosmopolit...
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