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Ponte velha


Nota mínima

De noitinha ou alta madrugada, vou até o corredor e olho bem acima da minha cabeça. Olho em direção a um punhado delirante de estrelas. Noto que algumas piscam, outras não se movem, parecendo mais ocupadas e menos festeiras. É uma cena bonita, de filme, temperada por uma consciência tremulante de que a vida é, ao final, um cozimento lento de breves alegrias e dores largas.

O mesmo se deu no entardecer da supermoon, quando uma bola gigantesca saltou das águas da Praia de Iracema, de onde assistíamos ao espetáculo. Foi inacreditável, balançávamos as pernas e, de repente, uma lua quase duas vezes maior que o normal apareceu diante de um público que disparava fotos à razão de 200 quadros por segundo.

Estávamos na ponte velha, o lugar mais calmo da cidade, havia poucos casais além de nós. Navios encalhados nos cercavam.

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