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Cosendo costuras íntimas

Não sei, não sei, mas acho que fico por aqui desse jeito pensando no que não pode ser mas deveria. Ressalvo porém que os verbos quando terminados em “ia” me assustam profundamente, me convertem em espera e a espera em ansiedade e a ansiedade em cigarros.

Não sei se disse por aqui mas detesto usar e esta, e este, e essa, esse, como em “Este foi por sua vez” ou em qualquer outra situação cuja estrutura compreenda uma formação semelhante. Sempre detesto.

De modo que os verbos quando encerrados nostalgicamente por “ia” atormentam, mas temos ou não temos de aprender a lidar com a tormenta? Claro que temos, certo que temos, corretamente.

Mas não sabemos. E aqui entram os cigarros, que não nos ajudam positivamente mas nos ajudam negativamente, e nos casos em que a ajuda não vem, qualquer tipo de auxílio é definitivamente bem-vindo, mesmo aqueles que nos prejudicam.

Disse tudo que tinha pra dizer nesse sábado medonho de feriado. O clima está péssimo.

Acho que estou viciado em conjunções adversativas, não sei bem a origem desse vício, se ocorre sempre que tento construir alguma afirmação ou se é resultante da natureza adversa que me acompanha nesse tempo.

De qualquer maneira, Oskar, não permita que as coisas melhorem, por favor. Observação: só agora vejo, há uma barata alojada debaixo da tecla CTRL do meu teclado. Está aqui há pelo menos trinta anos.

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