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Dialogo

Fui duramente criticado por Y. Para ele, os textos despejados por Oskar diariamente têm apresentado uma estrutura assemelhada. Estão repetitivos, considera. Em seguida, Y., que tem as suas metodologias, que investe na formação caótica, que vez ou outra se reveste duma acidez crítica, arriscou esboçar um desenho dessa estrutura. Na hipótese, ele lista os estágios por que passam os textos. Invariavelmente, as crônicas, sejam as de domingo ou as de terça-feira, seguem esse padrão estilístico.

Os estágios não valem a pena ser citados. Mas, se quiserem, posso perguntar novamente. Têm algo a ver com...

Falei com Y. enquanto tentava lembrar. Agora mesmo está conectado a um canal de conversas na internet. Estabelece vínculos com o passado recente em procura da estrutura, não registrada em pedaço de papel e por isso mesmo esquecida. Estou esperando.

Digo novamente que estou à espera. Y. sinaliza um “Ok”. Volto em instantes.

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