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SÓ HÁ BARATAS. SÓ, a barata

Please, don’t go... Don’t goooooooooooo! Don’t go away...

Acordar é sempre um exercício. Faço isso de vez em quando. Acordo. Olho em torno. Não há nada, mas ainda assim percorro o quarto com olhos de quem pode subitamente deparar com os Strokes ensaiando no corredor ou com o manuscrito de algum beat esquecido em cima da minha cômoda por muito, muito...

Esquecido por muito tempo.

Um parêntese. É realmente uma pena só agora ele ter encontrado aquele disco de músicas antigas, sentado na varanda e cantado os sucessos que embalaram as noites de algumas décadas atrás, noites quentes, noites frias, noites cuja temperatura talvez nem fosse notada, mas estava lá, esquentando ou esfriando o que quer que seja.

Como ia dizendo acordar é sempre um exercício. Façam isso. Tentem no meio da noite acordar ainda ocupados com os assuntos do sono e caminhar até a cozinha ou mesmo durante um bom tempo através do corredor, na área de serviço, sempre e sempre e sempre atento às baratas que se escondem quando você passa arrastando as próprias pernas.

Você está preocupado com fantasmas, mas só há baratas para assustar. O susto vem do susto suspenso. A falta de susto, pois.

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