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Impossível



Tinha um sonho estranho pra contar, mas acontece que esqueci e agora não resta nada além do básico do dia, que pode ser resumido ao trajeto casa-trabalho-casa, com passagem absolutamente banal em frente a uma farmácia, posto de gasolina que serve de ponto de encontro da velha guarda da Lauro Maia nos fins de semana, outra farmácia, locadora, lanchonete do tipo monte o próprio pedido (péssima ideia), Dr. Resolve, Central Park (há outro sendo construído dentro do mangue, também uma péssima ideia), um restaurante cuja especialidade é carne, outro cuja especialidade é massa, uma banca de revistas cuja especialidade são revistas para adultos, uma loja que vende pacotes de viagens, outra dedicada a roupas de criança e uma terceira cuja vitrine é povoada por manequins que mudam de vestido a cada duas horas ou um pouco mais que isso.

Há um mundo imenso escondido em cada um desses lugares, mas acontece que passando na calçada, da perspectiva de fora, é impossível descobrir.   

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“Romerobritização” de Fortaleza

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Coisa de pobre

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Brasil para colorir

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