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Temopó

Não há bem que se explique, é um tempo suspenso, nada passa, ninguém acena, entanto as horas demarcam, a poeira assenta ao tampo da mesa, o grisalho acentua-se, espalha-se mesmo cabeça adentro, a mata decepada encrespa-se como se nascida do outro dia, pagam-se as passagens de ônibus, compram-se os pães do café da manhã.

É o tempo que se enverga, pergunta, é o tempo que se desenrola, recusa a qualquer resposta.

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