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Golpes baixos, baixíssimos

Pessoas costumam visitar outras pessoas à uma da tarde, quando ainda nem digerimos o almoço direito? Ou, sei lá, quando estamos levando à boca o último bocado de feijão e arroz? Ou quando nos preparamos para cortar um pedaço de pudim ou comer uma fatia de torta de chocolate? Eu achava que não; que, nessas horas, podíamos deitar um pouco e descansar a cabeça vendo algum programa dirigido a pessoas com problemas mentais, como A turma do Didi. Ou o programa do João Inácio Jr. Ao lado de Ana Maria Braga, ambos são o que existe de pior na televisão. Claro, digo isso sabendo que estou sendo muito rígido com alguns e bastante condescendente com outros. De uma forma ou de outra, eles representam o lixo televisivo, e eu gosto deles por isso. Porque me surpreendo ao assistir alguns minutos de cada uma dessas atrações. Porque são tão ruins que chegam a ser bons. Sim, como os Tomates Assassinos e os episódios de Cavaleiros do Zodíaco.

Odeio filmes sensíveis para pessoas sensíveis. Odeio filmes segmentados, feitos para pessoas que reúnem tais e quais características. Bons filmes são bons para a grande maioria das pessoas e ponto final. O mesmo vale para filmes ruins.

Retomei a leitura da entrevista. Quer dizer, terminei a primeira e, agora, leio uma publicada no Estadão. É tão boa quanto a do Portal Literal. Gosto das respostas que ele dá, parece sempre tão seguro, sincero.

Bom, acabo de terminar a entrevista concedida ao Estadão. Pra encerrar, leio uma espécie de diário de banalidades da Flip de 2006. Foer esteve nela. É apenas um trecho, pequeno e estúpido. Não sei por que as pessoas se importam com esse tipo de detalhe. Mas, não era o exatamente o que tipo de coisa que havia estado procurando nas últimas horas? Mais ou menos.


O chuveiro me espera.

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